domingo, 23 de setembro de 2018

Flexibilidade horária/trabalho focado em resultados



Ultimamente está na moda falar-se em flexibilidade horária, trabalho focado em resultados, trabalho por projectos... Particularmente é uma ideia, que pelo menos utópicamente, agrada-me. 

Fala-se em mudança, em disrupção, nos millennials mas no entanto continuamos a trabalhar nos exactos mesmos moldes que se fazia há 100 anos atrás, sentados atrás de uma secretária, das 09h às 18h ou das 08h às 17h (conforme a nossa localização geográfica), a prestar mais atenção ao tempo passado no escritório do que o que fazemos com o tempo que passamos no escritório. 

Ainda nos está embutida a ideia de quem passa 12h no escritório é quem trabalha mais, na verdade, em termos de gestão, esta seria a pessoa mais desorganizada, que menos sabe gerir o seu tempo e agenda, com menos qualidade de vida e consequentemente saúde. 

Adiante, e voltando à dita flexibilidade horária, sim, sou a favor, se acho que a classe trabalhadora angolana  já tem maturidade para adoptar tal prática? Não, não acho. 

Infelizmente para que adoptemos esta prática temos que ser extremamente rigoros connosco próprios por forma a não nos deixarmos cair no "deixar estar", ou seja, acabar por não fazer uso da "liberdade" de trabalho nem nos focarmos no cumprimento dos objectivos, em resumo, acabar por não fazer nada, e não é isso que se pretende de todo. 

A flexibilidade horária focada nos resultados requer uma enorme maturidade profissional, sentido de responsabilidade e foco, sem isto tudo o o resto fica comprometido. Tendo o cocktail acima descrito é possível gerir o nosso tempo e fazer entregas com a qualidade esperada no tempo estipulado e alcançar a tão almejada qualidade de vida. 

Este modelo de trabalho não traz vantagens só para os colaboradores, pelo contrário, a empresa - se a implementar de forma bem pensada e estruturada - é a principal beneficiadora.

Se pensarmos que é possível reduzir custos, de energia eléctrica nos escritórios  e no próprio economato (menos colaboradores diáraimente no escritório) , que a produtividade dos colaboradores aumenta, visto que estes estarão mais dedicados no cumprimento das suas tarefas para não perderem este beneficio, que o tema da assiduidade torna-se quase inexistente uma vez que o horário flexivel demanda autogestão o que irá facilitar os colaboradores a adequar as suas responsabilidades de acordo à sua disponibilidade e sobretudo uma maior motivação e entrega que irá culminar numa maior produtividade e fazer com que realmente o colaborador vista a camisola. 

Algum dia trabalharemos todos nestes moldes ? Só o futuro o dirá.. 


"O tempo tem duas caras, se bem aproveitado será um grande aliado, se não, será seu pior inimigo..."

Onboarding não é só integração: é retenção!

Onboarding não é só integração: é retenção! A primeira impressão é a que fica — e no mundo do trabalho isso é ainda mais verdade. Se no teu ...