Acho que nunca se começou a falar de motivação pelo fim, e pelo fim conclui-se que o que todos procuramos quer a nível pessoal quer a nível profissional é a felicidade.
É de conhecimento comum que não existe apenas um tipo de motivação, temos a motivação intrínseca e a extrínseca, infelizmente as organizações (há excepções) preferem agarrar-se à intrínseca e nada fazer para motivar os seus colaboradores... em frente...
Um colaborador intrínsecamente motivado está estimulado pelo entusiasmo que o trabalho em si lhe proporciona, pelo prazer resultante da sua actividade, pela sua paixão pela sua vocação é isto que o move.
Este tipo de motivação tende a manter-se ao longo do tempo se o colaborador for um guerreiro e não um soldado - entenda-se soldado por apenas um executante.
Ainda assim, o que hoje é intrínsecamente motivante amanhã poderá deixar de sê-lo, a constante repetição da mesma tarefa, a não diversificação destas é a auto-estrada para que ela deixe de existir.
Compete à organização não diminuir esta motivação, ou seja, ela é a responsável pela motivação extrínseca, aquela que não depende do colaborador, contudo isso nem sempre acontece, pelo contrário, são adoptadas práticas arruinantes de motivação tais como:
- Comunicação autoritária;
- Instituição de ambientes de comando e controlo ;
- Não envolvência dos colaboradores em processos de tomada de decisão (que eles irão executar), etc..
Todos estes factores acabam por mexer com as expectativas e satisfação ou (in) do colaborador.
Como frisei anteriormente o que pretendemos é ser felizes...
E perceba-se que o colaborar só estará satisfeito se os factores por si percepcionados estiverem ajustados às suas expectativas, a nível organizacional estas expectativas estão ligadas às tarefas, ao salário, à evolução na carreira, ao estilo de liderança, aos colegas, ao ambiente geral de trabalho. Quando não estão reunidas estas condições usualmente existem quatro tipo de respostas individuais:
- O colaborador abandona a organização;
- O colaborador permanece mas não perde a oportunidade de expressar o seu descontentamento e vai tentando sugerir mudanças;
- O colaborador permanece na organização mas totalmente passivo - postura não aquece nem arrefece e por ultimo...
- O colaborador permanece na organização totalmente desinteressado e negligente perante esta e as suas tarefas.
Se isto é positivo ? A meu ver é catastrófico...Adeus produtividade... Olá infelicidade...
Porque não nos preocupamos com a felicidade dos nossos colaboradores ?
"A felicidade no trabalho é um bem com valor intrínseco pelo qual as organizações e os gestores deviam primar" Li isto um dia algures...
Se o indivíduo está infeliz no trabalho acaba por influenciar a sua vida familiar, isto não o tornará mais satisfeito com certeza... poderá pouco saudávelmente é desenvolver a síndrome de Spillover = Transferir um sentimento para outro, em termos práticos - Tenho problemas em casa, vou trabalhar desalmadamente para esquecê-los - não é saudável e fica para outro capítulo.
E aqui se ligam os pontos motivação e felicidade. Os colaboradores sentem-se felizes quando experimentam emoções positivas no trabalho e a nível pessoal, quando estão positivamente envolvidos nas tarefas, quando encontram significado no que fazem.
Neste sentido, se a motivação traz um propósito proporcionando benefícios em prol da organização a insatisfação arruina este propósito.
Promovamos a felicidade !!




