Desde sempre ouvimos ao iniciar um novo emprego: " Quando aqui entrar, deixe os seus problemas e sentimentos atrás da porta". Ao ouvir isto será o mesmo que estar a dizer e ouvir "está despedido antes mesmo de ser contratado", visto tal facto ser impracticável.
Se formos a usar o raciocínio lógico não existe qualquer vantagem na razão se esta não vier acompanhada de emoção. Como será possível criar um bom produto financeiro para um cliente por exemplo, se não se sentir na pele a sensação de obter esse mesmo produto?!
A grande questão da tão controversa Gestão Emocional, não é a sua existência, na verdade é a incapacidade de saber lidar com ela. Afinal de contas é sempre mais fácil gerir um ambiente onde ninguém fala, ninguém está descontente, ninguém demonstra emoções verdadeiras.
Num mundo perfeito, todos os colaboradores congelariam as suas emoções nos seus locais de trabalho, actuariam da tal tão desejada e utópica forma "emocionalmente positiva", isto com certeza traria alguma ou total tranquilidade ao ambiente de trabalho, transformando Seres Humanos em Robôs, simples assim... Infelizmente, cabe-me a missão de dar uma notícia... Gerir Pessoas é gerir sentimentos, bons, menos bons e maus!
Estudos houve onde se indagou até que ponto era saudável compelir um colaborador a sorrir ou a demonstrar satisfação quando se sentia interiormente triste, e quais as consequências ao seu bem-estar físico e psicológico. Será que isto o condicionaria a longo prazo à felicidade ou o condicionaria à ira por se sentir antagonizado nos seus sentimentos ?
Facto é que, desejando ou não, as organizações são atravessadas pela emoção e pela razão, e os gestores têm de saber viver com isso.
Dizia António Damásio: " Não é possível decidir correctamente sem a intervenção das emoções. O exercício eficaz das actividades de gestão exige recurso à razão e à emoção"...
Após isto mais não há a acrescentar !

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