sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Motivação e liderança!

Há já algum tempo que tento retomar a uma das minhas preferidas capacidades, arranjo sempre alguma desculpa, para não o fazer, ou não tenho tempo, ou estou cansada, ou não sei por onde começar ou simplesmente não sei por qual dos tópicos começar. Quando na verdade sei que basta pegar numa caneta que escrevo sobre qualquer coisa, nem que seja sobre... nada...

Estou a regressar aos meus hábitos, sem filtros... sem desculpas, sobre o que me vier à cabeça (liberdade de expressão existe). Neste momento, apetece-me escrever sobre gestão e liderança (ou falta dela) e como isto afecta o colaborador. Sou formada em Psicologia das Organizações, sou da Escola do Sr. Carl Rogers, somos centrados nas pessoas, os números para nós vêm em segundo plano, mesmo porque não há números sem pessoas, acho que esta até é uma equação bastante simples, pelo menos para alguns.

Espanta-me que em pleno sec. XXI, ainda não se consiga perceber que as organizações são as pessoas, que a cultura uma organização é feita pelas pessoas que a compõem e não por um número limitado de pessoas que a tenta impor, a cultura organizacional não é estática, nada em organizações é estático. Pode talvez ser cómodo para muitos esta estaticidade, principalmente quando existe uma certa limitação e/ou sentimento de ameaça para quem não sabe como se movimentar dentro de outra realidade que não aquela que conhece.

Contudo, esta estaticidade, esta mesmice, causa às mentes mais ávidas de desafios, desmotivação, frustração.
Quando o líder acha que tem um colaborador fidelizado, tem na verdade um colaborador que só ali está por ainda não ter para onde ir, até que chega o dia e ele questiona: porquê? Mas não estava tudo bem?
Nada está bem quando está parado, quando não muda, quando não se desenvolve, quando não há perspectivas, quando se calam vozes pertinentes.
Quando se cultiva a cultura da coerção bem disfarçada de colaboração voluntária ou disponibilidade.

Quando há uma agenda e há mais imprevistos impostos no dia-a-dia que horas possíveis de trabalho e quando no meio de tudo isto há horas de descanso obrigatórias por lei, há horas de descanso obrigatórias por bom senso, há filhos que quando os pais saíram de casa ainda não se tinham levantado e quando chegam já estão a dormir, há esposos à espera dos seus cônjuges simplesmente porque têm direito às suas companhias.
Nada estará bem enquanto não se perceber o que é urgente e o /os que podem esperar pelas 08h00 do dia seguinte.

Nada estará bem enquanto não se perceber que o equilíbrio e organização de todas as partes é necessário ...

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