Trabalhar muito não significa trabalhar bem!
Em pleno ano de 2023 ainda me deparo com gestores que estão mais focados com o numero de horas que os colaboradores passam no trabalho do que com a qualidade efectiva do mesmo.
Parece paradoxal, mas acredite, ficar no escritório tempo a mais que os necessários não o vão transformar numa máquina de bons resultados, muito pelo contrário.
Actualmente países do norte da Europa e alguns Asiáticos têm vindo a adoptar a semana de 4 dias, outros 6h/dia. Tenho dificuldades em acreditar que Multinacionais como a Microsoft Japão, a Unilever ou a Shake Shack tenham escolhido este modelo de trabalho por pura preguiça.
Não, não foi de todo por preguiça, esta prática foi ganhando forma com a Pandemia, onde se verificou que não havia a necessidade de estarem todos a todas as horas no escritório para haver produtividade, verificou-se sim, que as pessoas tendiam a trabalhar mais quando estavam em casa do que no escritório, tanto que alguns países foram quase que obrigados a legislar sobre o assunto.
A actual classe trabalhadora, nasceu dos anos 70 em diante (os dos anos 60 estão a passos largos para a reforma), sendo uma boa parte dos anos 80, os então conhecidos Millenials , então há que ter em conta a forma de estar e pensar desta mesma “classe”…
Em primeiro, mais ninguém trabalha só por dinheiro, ou seja, o salário é só um complemento do pacote. As pessoas estão mais cientes que a vida não é assim tão longa e que precisam de tempo para vivê-la, para estar com a família e amigos, sendo que o trabalho é só uma parte disso, já diz uma musica que tanto gosto “lucky lucky, lucky me, I’m a lucky son of a gun, I work 8 hours, I sleep 8 hours that leaves me 8 hours for fun” … ou seja a vida foi feita para ter tempo para tudo, e incrivelmente está muito bem distribuído em termos de horas! Há que ter atenção que os impactos na saúde mental do colaborador giram em torno do conceito de wellbeing, ou seja, o bem-estar corporativo.
Além disso os colaboradores trabalham mais animados se sentirem empatia por parte dos seus empregadores, oferecendo maior produtividade à empresa. É uma equação bastante simples.
No entanto, os benefícios não ficam apenas restritos à saúde dos colaboradores. Existem outras áreas impactadas, como a social e a ambiental, como por exemplo:
- A redução de Carbono produzida pelos veículos, menos carros na rua, menos poluição.
- Aumento de 24% no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional do trabalhador. Isso significa que o colaborador pode ampliar suas redes de relacionamento e desfrutar delas de forma mais significativa.
- O sector corporativo também lucra. Primeiro, as empresas relataram um aumento de 18% no índice de entrega do funcionário, em organizações que trabalham menos horas ou dias .
Além disso, houve também redução dos índices de absentismo, maior compromisso com os prazos e entregas e melhora nas relações interpessoais e de equipa.
Trabalhar menos, portanto, não significa trabalhar mal, mas exige maturidade. Da empresa – e do funcionário -