Primeiro desafio de hoje, como falar sobre resiliência sem tornar o texto exaustivo, super longo e simples... tendo em conta que este tema envolve outros que não podem deixar de ser abordados.
Terei de usar toda a sabedoria do meu líder Espíritual Herr Albert que já dizia que se não somos capazes de explicar algo de forma simples então não entendemos muito bem o que temos a dizer, so let's do it, or at least try to...
Algures há mais de dois séculos um senhor cientista de nome Thomas Young resolveu que era altura de fazer estudos sobre a elasticidade dos materiais, tudo isto para encontrar a relação entre a força que era aplicada num corpo (matéria) e a deformação que esta produziria. Daí a um ser humaninho aplicar isto à Psicologia foi "praticamente" um ápice, ora se um material pode resistir a uma força externa sem se deteriorar, porque não acontecerá o mesmo com o colaborador dentro de uma organização sobre uma força denominada de stress ? Dotado de uma capacidade ilimitada para suportar o sofrimento e as adversidades da organização em situações de crise (ou não)?!
Isto é o que é pedido actualmente na maior parte das organizações. Que os seus colaboradores e ela própria resista enquanto se dá o apócalipse.
Isto é o que é pedido actualmente na maior parte das organizações. Que os seus colaboradores e ela própria resista enquanto se dá o apócalipse.
O que nós Gestores de Capital Humanos nos esquecemos é que regularmente necessitamos efectuar análises de turbulência por forma a evitar o tal apócalipse e evitar expôr o colaborador à "resiliência extrema" que provavelmente o irá levar a um burnout, em bom português... Esgotamento!
Enquanto o colaborador está envolvido/engajado ( não sei se a palavra existe em português) - se não for workaholic (se for é doente, logo precisa de tratamento - outros assuntos) - esta resiliência tem mais probabilidade de ser "positivia" e durar a longo termo, visto que o mesmo está no auge da sua energia mental e resistência enquanto trabalha e isto acaba por deixá-lo feliz.
O problema põe-se quando deixa de haver este engagement por parte do colaborador , normalmente quando ele dá tudo de si e não vê reconhecimento, e continua a dar o melhor, e continua a ser resiliente por 3, 6, 8, 12, 15 meses e nada acontece. O sistema começa a desligar, e chega a exaustão emocional.
O reverso do engagement , o burnout, se antes havia vontade para tudo, agora há vontade para ... nada!
Volto a frisar a necessidade do equílibrio.
O burnout só acontece quando há um desiquilibrio entre as exigências e os recursos disponíveis para fazer face a essas exigências.
Coloquemo-nos no lugar uns dos outros é o conselho de hoje!

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