domingo, 25 de fevereiro de 2018

Motivação - Porque não nos preocupamos com a felicidade dos nossos colaboradores ?


Acho que nunca se começou a falar de motivação pelo fim, e pelo fim conclui-se que o que todos procuramos quer a nível pessoal quer a nível profissional é a felicidade. 

É de conhecimento comum que não existe apenas um tipo de motivação, temos a motivação intrínseca e a extrínseca, infelizmente as organizações (há excepções) preferem agarrar-se à intrínseca e nada fazer para motivar os seus colaboradores... em frente... 

Um colaborador intrínsecamente motivado  está estimulado pelo entusiasmo que o trabalho em si lhe proporciona, pelo prazer resultante da sua actividade, pela sua paixão pela sua vocação é isto que o move. 
Este tipo de motivação tende a manter-se ao longo do tempo se o colaborador for um guerreiro e não um soldado - entenda-se soldado por apenas um executante.

Ainda assim, o que hoje é intrínsecamente motivante amanhã poderá deixar de sê-lo, a constante repetição da mesma tarefa, a não diversificação destas é a auto-estrada para que ela deixe de existir. 
Compete à organização não diminuir esta motivação, ou seja, ela é a responsável pela motivação extrínseca, aquela que não depende do colaborador, contudo isso nem sempre acontece, pelo contrário, são adoptadas práticas arruinantes de motivação tais como: 
  • Comunicação autoritária; 
  • Instituição de ambientes de comando e controlo ; 
  • Não envolvência dos colaboradores em processos de tomada de decisão (que eles irão executar), etc..
Todos estes factores acabam por mexer com as expectativas e satisfação  ou (in) do colaborador. 
Como frisei anteriormente o que pretendemos é ser felizes... 

E perceba-se que o colaborar só estará satisfeito se os factores por si percepcionados estiverem ajustados às suas expectativas, a nível organizacional estas expectativas estão ligadas às tarefas, ao salário, à evolução na carreira, ao estilo de liderança, aos colegas, ao ambiente geral de trabalho. Quando não estão reunidas estas condições  usualmente existem quatro tipo de respostas  individuais: 
  1. O colaborador abandona a organização; 
  2. O colaborador permanece mas não perde a oportunidade de expressar o seu descontentamento e vai tentando sugerir mudanças; 
  3. O colaborador permanece na organização mas totalmente passivo - postura não aquece nem arrefece e por ultimo... 
  4. O colaborador permanece na organização totalmente desinteressado e negligente perante esta e as suas tarefas.  
Se isto é positivo ? A meu ver é catastrófico...Adeus produtividade... Olá infelicidade... 

Porque não nos preocupamos com a felicidade dos nossos colaboradores ? 

"A felicidade no trabalho é um bem com valor intrínseco pelo qual as organizações e os gestores deviam primar" Li isto um dia algures...
Se o indivíduo está infeliz no trabalho acaba por influenciar a sua vida familiar, isto não o tornará mais satisfeito com certeza... poderá pouco saudávelmente é desenvolver a síndrome de Spillover = Transferir um sentimento para outro, em termos práticos - Tenho problemas em casa, vou trabalhar desalmadamente para esquecê-los - não é saudável e fica para outro capítulo. 

E aqui se ligam os pontos motivação e felicidade. Os colaboradores sentem-se felizes quando experimentam emoções positivas no trabalho e a nível pessoal, quando estão positivamente envolvidos nas tarefas, quando encontram significado no que fazem. 

Neste sentido, se a motivação traz um propósito proporcionando benefícios em prol da organização a insatisfação arruina este propósito. 

Promovamos a felicidade !! 


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