Quando penso em Justiça lembro-me sempre daquela Senhora de olhos vendados, com uma balança numa mão e uma espada empunhada em outra.
Olhos vendados por sermos todos iguais perante a Lei, a Balança para ponderar os interesses, e a espada para impôr o direito sempre que necessário.
O termo justiça é no entanto abstracto, subjectivo até, ainda que em Organizações a mesma seja vista como a percepção que cada colaborador tem sobre ela, ou seja, aquilo que foi social ou organizacionalmente construido como justiça, tal como a "rectidão", "imparcialidade", "equidade",etc... Deste modo, sabemos que em uma organização nem todos terão a mesma noção de Justiça, tendo em conta que nem todos têm os mesmos conceitos éticos.
De um modo geral, quando pensamos em justiça, pensamos num bolo só, algo único, "farinha do mesmo saco", mas não, esta gente de Organizações farta-se de pesquisar e concluiu que existem três tipos de justiça percepcionada no seio das organizações.
- A Justiça distributiva - aquela que normalmente toda a gente conhece porque envolve dimdim - trabalho que nem um escravo mas o salário não sobe, etc etc...
- A Justiça procedimental - que se foca por exemplo em que processos e/ ou procedimentos foram baseados os critérios para que o colaborador Y obtivesse um benefício e o colaborador X não;
- Por ultimo a Justiça Interpessoal - que tem a ver com a postura que o líder adopta em relação aos seus colaboradores, será ela igual para todos, ou pelo menos percepcionada como tal ? Não haverá por parte dos colaboradores nenhum sentimento de amiguismo ?!
O colaborador tem a tendência em mesmo que inconscientemente ( ou às vezes claramente consciente por ter motivos para tal) a fazer comparações entre dois rácios = o que ele dá à organização e o que ele recebe VS o que a outra pessoa dá e o que a outra pessoa recebe.
Ao mínimo sinal de alerta o colaborador sentir-se-á injustiçado e irá desencadear uma série de respostas automáticas a esta iniquidade. No fundo, no fundo, o Ser Humano contínua um bicho -> acção - reacção ( e há organizações que ainda continuam com a cultura do "tu,tu,tu", sem pensarem e se calhar se for eu? - Costuma resultar na maioria das relações...) Regressando...
Estas respostas podem ser favoráveis ou desfavoráveis, o colaborador ao verificar por exemplo que o seu salário não sofreu qualquer aumento pode conformar-se com a situação, ou simplesmente começar a furtar objectos da organização em termos de compensação.
Ao não se sentir valorizado no seu cargo o colaborador pede transferência para um outro mais exigente para demonstrar todo o seu potencial ou ... aumenta a taxa de absentismo, abandona a empresa, pede transferência da sua função actual para outra.
Ao não se sentir valorizado no seu cargo o colaborador pede transferência para um outro mais exigente para demonstrar todo o seu potencial ou ... aumenta a taxa de absentismo, abandona a empresa, pede transferência da sua função actual para outra.
Estas são apenas algumas das inumeras respostas à iniquidade.
Nós enquanto gestores temos que ter muita atenção às reacções às percepções de injustiça, estas geram insatisfação, emoções negativas, quebra de empenho, lealdade, confiança, aumenta o absentismo, diminui a produtividade, induz a comportamentos de possível retaliação como por exemplo sonegação de informação confidencial, furtos, além de que pode levar a que a organização perca os seus verdadeiros talentos!
Transparência, Lealdade, Equidade... que todas as organizações façam de tudo para fugir à Falsidade!

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